Paulo Ubiratan
O juiz-relator da 4ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Wanderley Resende, concedeu habeas-corpus preventivo ao empresário Gabriel Khouri. Ele teve a prisão administrativa decretada no dia 25 de maio pela juíza da 8ª Vara Cível de Londrina, Cristiane Tereza Willy Ferrari. O habeas-corpus foi concedido liminarmente e está sendo estudado pelo colegiado de desembargadores, que decidirá se deve ser ou não ser mantido. O empresário estava foragido desde a decretação de sua prisão.
A pedido do promotor da 8ª Vara Cível, Antônio Winkert de Souza, Gabriel Khouri está indiciado em inquérito judicial que apura possíveis responsabilidades criminais na falência da Indústria de Roupas Confiança, da qual era diretor. A sua prisão foi decretada porque, após a falência ele teria movimentado R$ 522 mil da conta da empresa, na agência do Bradesco de Assaí.
Segundo o promotor Antônio Winkert, o empresário cometeu dois delitos em relação à Lei de Falência. ‘‘Quando declarou seus bens ele não citou a existência desta conta e, pelo artigo 45, estava proibido de movimentá-la.’’
Para o advogado do empresário, Marcelo Leal, a decretação da prisão administrativa de seu constituído deu-se de forma ilegal. Ele contesta as fundamentações do promotor Antônio Winkert que requereu a prisão de Gabriel Khouri. ‘‘O dinheiro que meu constituinte movimentou era dele, ganho com trabalho de representação que ele estava desenvolvendo para sobreviver. Ele não tinha mais conta bancária, pois seu nome estava seprocado. Diante disto ele usou a conta da Confiança.’’
O advogado destacou que Gabriel Khouri sempre trabalhou honestamente. Conforme relatou o advogado, os negócios da empresa começaram a recuar quando, no governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello, o País abriu indiscriminadamente as importações, principalmente, no ramo de confecções. O advogado enfatizou ainda que a empresa Confiança possuía uma tradição de 40 anos e chegou a empregar mais de 4 mil pessoas.

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