Empresário admite importância mas questiona largura das vias
Empresário admite importância
mas questiona largura das vias
O empresário Luiz Carlos Moro Pires, dono da Quadra Construtora, reafirmou que não pretende doar terras para a prefeitura fazer o prolongamento da Maringá e que só aceita a desapropriação. Além disso, acusa que não apenas ele está irredutível em relação à proposta do município. Pelo menos três não concordam, afirma. Mas estão querendo me colocar como bode expiatório.
Pires acrescenta que a maioria dos proprietários que aceitou a doação não teria outra saída. O motivo, segundo ele, é uma lei federal que prevê doação ao poder público de até 35% de áreas com tamanho superior a 20 mil metros quadrados. Abaixo disso, não tem que doar nada. E eu tenho 14,3 mil metros quadrados e querem que eu doe 5,4 mil. Não sou obrigado, diz.
O empresário reconhece que a obra é importante para o desenvolvimento da região, mas questiona a necessidade de uma avenida com 40 metros de largura. Ele aponta que a própria Maringá tem 20 metros e o trecho da Madre Leônia até a PR-445 tem 28 metros. Não dá para entender por que querem mais largo, diz, acrescentando que, se fosse uma via de 28 metros, poderia aceitar a doação.
Luiz Pires afirmou ainda que os benefícios oferecidos pela prefeitura não o interessam. Ele comenta que já tem previsto para a área a construção de seis torres e, se fizesse a doação, só teria espaço para levantar quatro torres. Além disso, completa, não adiantaria compensar a perda construindo prédios mais altos porque pretende manter um alto padrão de qualidade.
Nós já nem estamos utilizando 100% (do que pode ser aproveitado). Lá temos que dar um atrativo maior ao comprador, senão construiríamos no centro. Então eles estão me dando uma coisa que não vou usar, diz. Sobre o benefício da infra-estrutura, o empresário afirma que ele não atingiria a 10% do custo da desapropriação. Meu terreno custa mais de R$ 100 o metro quadrado.
Já em relação a proposta de afunilar a avenida no trecho em que cortaria seu terreno, ele diz que não tem nada contra, embora considere a idéia inviável. Terão que fazer isso em mais de um trecho.
Luiz Pires acrescentou que está chateado com a polêmica e, como empresário do ramo da construção, não aceita a acusação de ser contra o desenvolvimento de Londrina. Pelo contrário. Sou agente do desenvolvimento da cidade, garantiu. (L.H.)





