Empresárias ganham prazo para defesa
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quinta-feira, 20 de março de 2003
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Toledo As empresárias Romilda Zielke, Carmem Lunkes e Terezinha Zielke, proprietárias do sistema Jocker/CRT Viver & Viver, de Toledo, terão um prazo de 30 dias para a apresentação da defesa contra as ações encaminhadas por pessoas que se dizem lesadas por um esquema de pirâmide de dinheiro. A decisão foi anunciada anteontem pela juíza da Vara de Família e do Juizado Especial Civil, Roberta Carmem Scramin de Freitas, na primeira audiência de conciliação do segundo grupo de pessoas lesadas.
Representantes de cerca de 120 das 350 vítimas que entraram com ações compareceram na audiência, que contou com policiamento reforçado. As demais pessoas deverão ter os seus processos arquivados, atendendo procedimentos previstos em lei. Decorrido o prazo de defesa, os reclamantes terão um novo período para a apresentação de novos argumentos, caso julgarem necessários, para posteriormente definição da sentença.
O primeiro grupo de reclamantes, que participou da primeira audiência no final do ano passado, ainda aguarda uma decisão quanto aos processos encaminhados. Roberta frisou que não existe prazo definido para a apresentação da sentença.
No ano passado, a Associação Brasileira Vida Nova (Abravin), formada por consumidores lesados pela empresa, entrou com uma ação pedindo a rescisão contratual acumulada e a devolução dos valores pagos na aquisição dos bônus, os quais variam de no mínimo R$ 150,00 e no máximo R$ 5 mil por pessoa.
Pelo menos 70 mil pessoas em todo País teriam adquirido os bônus na forma de seguro e aguardavam a restituição dos valores prometidos. A promessa era de que uma cota de R$ 150,00, pudesse render até R$ 109 mil para a pessoa. O esquema de pirâmide pode ter movimentado mais de R$ 15 milhões.


