Empresária oferece luxo após a morte
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domingo, 09 de julho de 2000
Lino Ramos De Londrina 
Oferecer um pouco de conforto ao falecido e quebrar a tristeza dos velórios dando aos caixões luxo e cores mais alegres, com uma linha Softy Line. A proposta é da empresária Irani Geanjácomo Spíndola, proprietária de uma tapeçaria em Ibiporã (14 km a leste de Londrina). Ela está preparando um mostruário para percorrer a região oferecendo a novidade. Algumas funerárias da região já receberam exemplares, mas para deitar num caixão desses, o defunto precisará ter dinheiro. Irani Spíndola calcula que o produto custará, em média R$ 4 mil.
A inspiração veio dos antigos caixões feitos em madeira e tecido que eram destinados aos defuntos menos favorecidos pela sorte quando em vida. Mas eles eram muito pobres e muito tristes, comenta a empresária. Numa consulta dentro da própria família, Irani Spíndola encontrou boa receptividade.
Há 22 anos no ramo de tapeçaria, Irani começou a fabricar urnas funerárias há quatro meses e precisou vencer a resistência da família e de um sócio. É uma idéia velha mas a prática é nova. Faz tempo que eu queria trabalhar com isso mas ninguém deixava, brinca.
Alguns caixões receberam acabamento em camurça e outros foram feitos com veludo amassado, de acordo com a empresária um produto novo no mercado de tapeçaria. A cor preferida das pessoas consultadas até o momento é o azul, mas Irani Spíndola afirma que a cor vermelha também vem recebendo elogios. Além de detalhes em acrílico imitando bronze, os caixões também possuem um visor em vidro transparente. Esse tipo de caixão tira um pouco a imagem de coisa triste do velório. Sem contar que é chique, ressalta.
Segundo ela, a Autarquia de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) se mostra interessada nesse novo modelo de caixões, em que existem urnas funerárias que custam até R$ 8 mil. O presidente da autarquia, José Carlos de Castro Costa, confirmou que a empresária esteve na Acesf oferecendo os caixões Softy Line. Não posso dizer se iremos fechar negócio, poderíamos ver até uma ou duas unidades. Porém nossas compras são feitas por licitação em nível nacional, explicou.
Segundo a chefe do setor de compras da Acesf, Erci Ronquinápoli, a autarquia está fazendo uma nova licitação e irá encaminhar um convite para Iraní Spíndola. Queremos comprar pelo menos dois e deixar como opção para fazermos uma experiência, explicou.


