Empresária é encontrada morta em estrada rural
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quarta-feira, 13 de agosto de 1997
Antônio França Foz do Iguaçu 
A empresária de Foz do Iguaçu Cláudia Aparecida Kirsche, de 29 anos, que estava desaparecida desde a noite do último dia 5, foi encontrada morta ontem. O delegado responsável pelas investigações, Roberto Fernandes, acredita que os autores do crime sejam pessoas próximas da empresária, já que o corpo não apresentava sinais de luta corporal. Ontem à tarde, a polícia prendeu um suspeito.
A empresária era dona de uma loja no Shopping Center Centrão e ficou desaparecida durante sete dias. O corpo foi encontrado anteontem à noite em uma estrada de acesso à rodovia das Catataras, próximo ao Aeroporto de Foz. Segundo os primeiros exames, ela foi morta por asfixia e teve o crânio esmagado pelo pneu do carro do autor do crime.
O desaparecimento de Cláudia foi notado pela família um dia depois dela ter sumido. Segundo o pai, o comerciante Hamilton Waisermann, foram roubados dois videocassetes, dois aparelhos de som, CDs e o Fiat Uno da empresária.
Para Fernandes, a estrada onde o corpo foi encontrado foi apenas um local de desova (jargão policial do local usado para jogar corpos de pessoas mortas em outros locais). A vítima deve ter sido morta 36 horas antes do corpo ser encontrado. O que falta é saber quem manteve ela durante tantos dias em cativeiro e quais os motivos da morte, diz o delegado. Ainda assim, segundo o delegado, é preciso confirmação do exame de corpo delito do Instituto Médico-Legal (IML).
Ontem à tarde, a polícia prendeu uma pessoa suspeita. O nome não foi divulgado pela polícia, mas há evidências de que ele tenha sido o autor do homicídio. Os peritos chegaram ao suspeito pelo fato dele ser próximo da empresária, além do fato dos rastros do pneu coincidem com as marcas encontrados na cabeça de Cláudia e na estrada onde o corpo foi jogado.
Encontramos, ainda, fios cabelo no porta malas e em um pneu que estava no carro dessa pessoa suspeita. Isso reforça a tese, disse o delegado. Ainda ontem, a polícia enviou os fios de cabelo para a Polícia Técnica, em Curitiba, onde será feito exame de DNA para confirmar ou descartar a suspeita da polícia.


