Empresária diz: Eles precisam trabalhar
Empresária diz: Eles
precisam trabalhar
O que eu gostaria é que se regulamentasse logo esse serviço porque o pessoal precisa trabalhar. O argumento de que é perigoso não é verdade. Se o motoqueiro estiver com a moto em dia, com a documentação toda certa, capacete, não tem porque não transitar. E a moto não foi feita para levar dois passageiros?
Hoje tem em Londrina mais ou menos 37 empresas, que estão gerando muito emprego. Só na minha central eu emprego 20 motociclistas. Isso fora os funcionários da empresa - porque você tem que ter tudo organizado. Em seis meses eu não tive nenhum acidente, nenhuma reclamação. Se tiver que acontecer, acontece, mas com carro é a mesma coisa.
Meu telefone toca direto, todo mundo querendo usar o moto-táxi. E na zona norte o pessoal não tem dinheiro para pegar táxi. Então a moto-táxi facilitou a vida dos moradores. Eles utilizam para tudo: para comprar medicamentos, para transportar encomendas, para transportar passageiros, ir para escola...
Outras cidades - como Ribeirão Preto (SP), Assis (SP) e Curitiba - já estão regulamentando o serviço. Em Umuarama já foi. Na Bahia, inclusive, já tem até um sindicato de moto-táxi, como estamos querendo fazer aqui.
Eu sempre oriento meus motociclistas para não correrem, respeitarem a sinalização, as leis de trânsito. Táxi comum também se acidenta. Não tem por que proibir.
(Luzia Silvério Tereza, empresária e dona da Central Moto-Táxi)





