A empresa responsável pela comercialização dos eliminadores de ar em Londrina diz que vai reinstalar todos os aparelhos retirados pela Sanepar. A empresa conseguiu uma liminar que proíbe a Sanepar de tirar os aparelhos, que são colocados no cavalete, antes do hidrômetro. A decisão é do juiz da 8ª Vara Civil de Londrina, Ademir Ribeiro Richter.
A briga entre a Sanepar e a empresa começou em abril, quando foram instalados os primeiros aparelhos. A Sanepar alegou que eles interferem na precisão do hidrômetro e que a instalação dos eliminadores de ar pode contaminar a água. Logo em seguida, a Sanepar começou a retirar os aparelhos. ‘‘Não queremos polêmica com a Sanepar, mas vamos reinstalar sem custos todos os aparelhos que foram retirados. Temos um laudo da própria Sanepar atestando que o aparelho não interfere na medição do hidrômetro’’, disse Aparecido Antonio Gobetti, representante da empresa. Um relatório de testes feitos pela Sanepar de Curitiba reconhece que ‘‘o equipamento não interfere na precisão do hidrômetro... e expulsou o ar... comprovando o funcionamento’’.
O aparelho trabalha retirando o ar que vem pelas tubulações junto com a água. Dentro dele há uma trava onde o ar bate e sobe, saindo por um orifício que fica em cima do aparelho; a água, por ser mais pesada, passa pela trava e levanta uma bóia que mantém a saída do ar fechada até a próxima operação. Esse procedimento se repete toda vez que o consumidor abre uma torneira. Com isso, segundo a empresa que vende o equipamento, o relógio gira até quatro vezes menos.
‘‘O consumidor não vai economizar água, ele vai ter uma redução na conta de água’’ afirmou Gobetti. Além disso, ele garante que o eliminador de ar contribui para o melhor funcionamento de todos os eletrodomésticos que utilizam água, como o chuveiro elétrico, lavadora de roupas e de louças.
O eliminador de ar é comercializado em quatro tamanhos diferentes e preços que variam de R$ 180 a R$ 1.600,00, dependendo também do material utilizado na fabricação – polipropileno (um tipo de plástico) ou bronze. Os equipamentos têm patente do Instituto Nacional de Pesquisa Industrial (INPI) e laudo do Inmetro. Em Londrina, a expectativa é vender cerca de 200 aparelhos por mês.
De acordo com a assessoria de imprensa da Sanepar, a empresa só vai se pronunciar sobre o assunto depois que receber uma intimação da Justiça notificando a respeito da liminar.

mockup