Empresa vai reinstalar aparelho que elimina ar
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de maio de 2002
Phoenix Finardi Reportagem Local 
A empresa responsável pela comercialização dos eliminadores de ar em Londrina diz que vai reinstalar todos os aparelhos retirados pela Sanepar. A empresa conseguiu uma liminar que proíbe a Sanepar de tirar os aparelhos, que são colocados no cavalete, antes do hidrômetro. A decisão é do juiz da 8ª Vara Civil de Londrina, Ademir Ribeiro Richter.
A briga entre a Sanepar e a empresa começou em abril, quando foram instalados os primeiros aparelhos. A Sanepar alegou que eles interferem na precisão do hidrômetro e que a instalação dos eliminadores de ar pode contaminar a água. Logo em seguida, a Sanepar começou a retirar os aparelhos. Não queremos polêmica com a Sanepar, mas vamos reinstalar sem custos todos os aparelhos que foram retirados. Temos um laudo da própria Sanepar atestando que o aparelho não interfere na medição do hidrômetro, disse Aparecido Antonio Gobetti, representante da empresa. Um relatório de testes feitos pela Sanepar de Curitiba reconhece que o equipamento não interfere na precisão do hidrômetro... e expulsou o ar... comprovando o funcionamento.
O aparelho trabalha retirando o ar que vem pelas tubulações junto com a água. Dentro dele há uma trava onde o ar bate e sobe, saindo por um orifício que fica em cima do aparelho; a água, por ser mais pesada, passa pela trava e levanta uma bóia que mantém a saída do ar fechada até a próxima operação. Esse procedimento se repete toda vez que o consumidor abre uma torneira. Com isso, segundo a empresa que vende o equipamento, o relógio gira até quatro vezes menos.
O consumidor não vai economizar água, ele vai ter uma redução na conta de água afirmou Gobetti. Além disso, ele garante que o eliminador de ar contribui para o melhor funcionamento de todos os eletrodomésticos que utilizam água, como o chuveiro elétrico, lavadora de roupas e de louças.
O eliminador de ar é comercializado em quatro tamanhos diferentes e preços que variam de R$ 180 a R$ 1.600,00, dependendo também do material utilizado na fabricação polipropileno (um tipo de plástico) ou bronze. Os equipamentos têm patente do Instituto Nacional de Pesquisa Industrial (INPI) e laudo do Inmetro. Em Londrina, a expectativa é vender cerca de 200 aparelhos por mês.
De acordo com a assessoria de imprensa da Sanepar, a empresa só vai se pronunciar sobre o assunto depois que receber uma intimação da Justiça notificando a respeito da liminar.


