As duas empresas que apresentaram os menores preços para a execução das obras da Prisão Provisória de Londrina, que será construída pelo governo do Estado numa área do jardim Del Rey (zona sul), anexa à Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), foram desclassificadas.
Ontem, o presidente da comissão de licitação da Secretaria Estadual de Obras, Amauri Ramos Bueno, informou que a vencedora do processo licitatório é a CCP Construções Civis Ltda., de Maringá, que se propôs a executar a obra por R$ 693.164,95.
Ramos Bueno explicou que as construtoras foram desclassificadas devido a irregularidades na composição da planilha de preços e por não atenderem a exigências do edital de licitação.
Segundo o presidente da comissão, que analisou as propostas das 21 empresas interessadas em construir a Prisão Provisória, determinados erros na composição de preços, e ausência de determinados cálculos, alteram ‘‘significativamente’’ o valor da proposta.
Os valores mais baixos para a execução da obra foram feitas pela Campusmorão Construtora Ltda., de Campo Mourão, que apresentou a proposta de R$ 623.817,11. A construtora Fontana, de Curitiba, fez a segunda menor proposta, R$ 688.812,01. O preço máximo estabelecido pelo Estado foi de R$ 890 mil. A abertura dos envelopes das empresas aconteceu no último dia 24, na Câmara de Vereadores de Londrina.
Outras seis construtoras também foram desclassificadas pela comissão de licitação por não terem atendido determinados itens do edital. Conforme explicou Ramos Bueno, após a publicação do nome da empresa vencedora da licitação no Diário Oficial, que deve acontecer até quinta-feira, as empresas desclassificadas terão prazo de cinco dias para apresentar recursos.
Ainda assim, o Secretário de Obras do Estado, Augusto Canto Neto, acredita que será possível iniciar as obras dentro do prazo previsto, ou seja, a partir do próximo dia 15. A conclusão das obras está prevista para o início de 1998.
A Prisão Provisória terá cerca de 1.000 metros quadrados e capacidade para abrigar até 156 presos em 39 celas. Na unidade serão mantidos presos já condenados, mas que aguardam resultados de recursos judiciais ou esperam vaga em uma penitenciária.
Por não estar previsto no projeto inicial, será feito um aditivo ao contrato para construção de um posto de revista, para a entrada dos camburões. Serão gastos R$ 30 mil com o anexo.
A construção da Prisão Provisória foi a alternativa mais rápida encontrada pelo Estado para amenizar o problema de superlotação dos distritos policiais de Londrina, que vem provocando constantes, rebeliões, fugas e tentativas de fuga.

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