Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos apreenderam cinco caminhões Mercedez Benz e um Volkswagen que teriam sido furtados ou roubados e estavam sendo usados pela transportadora Casa Grande Comércio e Recuperação de Furgões Ltda, de São José dos Pinhais. Os veículos estavam no pátio da empresa, que funciona no quilômetro 13,5 da BR-376. Conforme a polícia, o dono da Casa Grande, Luiz Carlos Alexandre, conhecido como ‘‘Zé do Baú’’, já responde a duas acusações por roubo e furto de veículos em Blumenau, Santa Catarina.
Na sede da recuperadora, a polícia apreendeu ainda dois revólveres calibre 38, uma espingarda calibre 44, uma algema e munição, incluindo projéteis de fuzil, de propriedade exclusiva do Exército. Pelo menos um dos seis caminhões já foi identificado pelos agentes da delegacia. O veículo, que tem placas de São José dos Pinhais e pertence a transportadora Mayer, de Santa Rosa (RS), foi roubado em abril de 1997, em Curitiba, e deve ser devolvido ao proprietário.
O delegado Luiz Gilmar da Silva, titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, disse estar investigando a origem dos outros caminhões.
A polícia também investiga uma possível participação dos acusados em furtos e roubos de caminhões. Francisco Alexandre, 36 anos, e o funcionário da recuperadora Luiz Carlos Balbino da Silva, o ‘‘Baiano’’, foram indiciados por receptação de objetos roubados. Os dois não chegaram a ser presos e vão responder ao processo em liberdade, podendo pegar de dois a cinco anos de prisão, se forem condenados.
Gilmar da Silva disse que os policiais devem continuar fazendo vistorias em empresas de transporte, lojas de revenda de carros e oficinas para tentar diminuir o furto e o roubo de veículos na capital e Região Metropolitana.
Segundo o delegado, foi desta forma que a polícia chegou a apreensão dos caminhões e das armas. Os cinco caminhões ainda não identificados devem permanecer no pátio da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos a espera da identificação dos proprietários.
Conforme o delegado, os peritos do Instituto de Criminalística devem fazer um estudo conclusivo sobre todas as irregularidades encontradas nos caminhões. Entre as modificações há adulteração e implante de chassi, placas ‘‘frias’’ e uma cabine que não pertence ao veículo em que estava instalada.

mockup