Termina hoje o prazo estabelecido pela Prefeitura de Maringá para que a Tecpark, empresa que administra o estacionamento regulamentado, justifique o aumento de mais de 100% do aviso de multa e de 43% para a primeira hora. Os novos valores, em vigor desde o dia 1º, estão causando revolta e provocando uma ‘‘romaria’’ de usuários na sede da empresa. Eles reclamam também do aumento de R$ 0,70 para R$ 1,00 da primeira hora de estacionamento.
Segundo o gerente da Tecpark, Denis Cremonese, o pedido de explicações da prefeitura não tem justificativa porque o aumento estava previsto em contrato desde o início da implantação do sistema. A Tecpark começou a funcionar em dezembro do ano passado e utiliza, além do tradicional talão, o sistema de parquímetro.
Cremonese afirma que o preço de regularização de R$ 3,50 estava levando os usuários a preferirem o pagamento pela notificação a pagar pelo sistema. ‘‘Nossas planilhas mostram que a arrecadação estava caindo mês a mês porque o usuário permanecia até sete horas e meia na vaga por R$ 3,50’’, explicou o gerente.
Para grande parte dos usuários, a prefeitura errou ao permitir a instalação de uma empresa privada no controle do estacionamento. ‘‘Agora somos obrigados a aguentar um aumento destes’’, afirmou o autônomo Carlos Tiujo. Os motoristas também reclamam de falha no sistema e falta de funcionários para o atendimento. ‘‘Estacionei para ir em uma consulta e não achei nenhuma controladora, mas quando voltei a notificação já estava lᒒ, contou a comerciante Sandra Manzano.
O gerente da Tecpark afirma que as reclamações dos usuários surgiram em consequência de declarações feitas pelo prefeito eleito de Maringá, José Cláudio Pereira Neto (PT) que colocou como promessa de campanha o término do contrato entre a prefeitura e a Tecpark. ‘‘A promessa eleitoral e a atitude da prefeitura em pedir explicações de um aumento previsto em contrato, garantido em lei, jogaram a população contra a empresa’’, acusou.
Ele afirma ainda que ‘‘a população vai ter que se acostumar com o sistema da Tecpark por bem ou por mal’’. O contrato da empresa com a prefeitura é de oito anos e, segundo a Tecpark, a rescisão implica em multa de R$ 20 milhões.

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