Empresa tem 6 casos de afastamento
A psicóloga Maria Luiza Martins, do departamento de Recursos Humanos da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), acompanha um a um os casos de afastamento de funcionários da empresa. Segundo ela, apenas seis dos 589 motoristas estão afastados por motivos de estresse.
''Primeiro o funcionário passa por uma avaliação no departamento médico para depois iniciar o tratamento, que é acompanhado de perto. Inclusive, até chamamos a família do empregado para conversar se for o caso'', explica Maria Luiza.
''Temos um instrumento que avalia o perfil do motorista e da linha e se ele tem energia para dar conta dos passageiros'', informa. ''Uns se adaptam melhor a um trajeto que outros, e então é feito remanejamento'', completa.
Ainda conforme a psicóloga, todos os casos de afastamento por estresse ''sempre apresentam um histórico conflitivo anterior. Alguns até têm histórico de depressão na família''. ''Não é a função do motorista que leva ao estresse'', garante.
A empresa cobra disciplina mas promove o tratamento em caso de doença. ''Ele fica afastado por tempo indeterminado porque o tratamento requer uso de antidepressivos e é feito a longo prazo'', diz Maria Luiza, ressaltando que a empresa não tem registros de demissão por conta de problemas emocionais.
Na Francovig, conforme informações da assessoria de imprensa, não há casos específicos de afastamento de motoristas por estresse. No entanto, a empresa já tem se mobilizado para discutir a questão da segurança no trânsito, que é assunto recorrente entre os motoristas e os chefes de tráfego da companhia. (M.G.)





