Empresa também tem dificuldade
Empresa também tem dificuldade
Até empresas que, teoricamente, teriam mais condições de encaminhar o lixo reciclável encontram uma certa dificuldade em fazê-lo. É o caso da fábrica de pisos e azulejos Eliane, de Londrina. Com a coleta seletiva de lixo implantada há cerca de um ano, dentro do programa de qualidade da empresa, os coordenadores dependem de intermediários para encaminhar o material que ficam armazenado em um barracão.
Segundo Judson Ribeiro, 28 anos, químico e coordenador do programa de coleta, foram espalhados pela empresa lixeiras próprias para coletar lixo orgânico, papel e plástico. Além disto, nos escritórios também há cestos diferenciados para plástico e papel. Numa empresa como a nossa, estes são os principais materiais recicláveis que podemos selecionar, explicou. E, apesar do treinamento e palestras períodicas, apenas agora os 133 funcionários da unidade londrinense começam a dar a resposta. É preciso estar sempre conversando, apontando a importância de reciclar, afirmou.
Com o dinheiro da venda dos recicláveis, a comissão de qualidade reinveste no próprio programa. A gente usa para arrumar uma porta quebrada, pintar uma parede suja, assim por diante. Não é um valor alto, mas representa a união do pessoal em torno de um ideal, disse.
Ribeiro explicou que alguns materiais nem são selecionados, justamente por ser difícil encontrar quem os compre. Embora a gente tenha o cuidado de reciclar, a parte mais difícil é o que fazer com este lixo. Quando tem uma grande quantidade, às vezes aparece alguém interessado em comprar. Mas não é sempre. A sorte é que temos espaço para deixá-lo armazenado. Mas e quem não tem?, questionou. (T.E)





