Curitiba - A juíza da comarca de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, Paula Priscila Candeo Figueira, acatou ontem a ação civil pública ajuizada pela prefeitura do município, pedindo a suspensão das atividades da empresa Metalbarras - Indústria e Comércio de Metais. A medida determina que a empresa pague novos exames para apurar se outros moradores foram contaminados pelo chumbo, armazenado de forma irregular na fábrica, segundo a prefeitura.
A decisão também prevê a indisponibilidade dos bens dos sócios da empresa e pede que a Metalbarras realize o ressarcimento dos gastos da Secretaria Municipal de Saúde e Meio Ambiente com exames para apontar indícios de contaminação.
No início de junho, depois de uma denúnica de um trabalhador da fábrica, a Secretaria Municipal de Saúde de Quatro Barras, examinou 12 pessoas para constatar se houve contaminação pelo chumbo. Essa semana, os exames mostraram indícios do metal no sangue de algumas pessoas examinadas. A prefeitura entrou com ação civil pública contra a fábrica. A medida teve parecer favorável do promotor de Justiça Otacílio Sacerdote Filho, anteontem, e ontem foi encaminhada a juíza do município, que acatou a sugestão.
Agora a fábrica, que já estava interditada pela prefeitura, numa decisão administrativa, vai ter as suas atividades suspensas. De acordo com decisão judicial, os responsáveis vão ter que custear exames no moradores em um raio de mil metros de distância da fábrica. A prefeitura não soube precisar quantos moradores serão examinados. A Folha tentou entrar em contato com a fábrica ontem, mas ninguém atendeu ao telefone. O sócio-diretor citado na ação como um dos responsáveis pela Metalbarras é Luiz Pascoal de Souza.

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