A Brasmell Industrial Exportadora Ltda já responde processo instaurado pelo Ibama por não apresentar documento que comprova a origem da madeira exportada. No último dia 13 de outubro, a empresa foi multada em R$ 691 mil, mas entrou com recurso e o processo tramita no setor jurídico do Instituto. No processo, o Ibama acusa ainda a suspeita de a empresa ter falsificado documentação para trazer a madeira por terra até o Paraná.
O coordenador de exportação do Ibama no Paraná, Raimundo Katsudi Matsuo, explica que o processo ainda corre em nível administrativo, mas pode se transformar em criminal, principalmente pela suspeita de falsificação. Segundo Matsuo, para deslocar a carga, a empresa apresentou documento do Ibama do Pará liberando 1.728 metros cúbicos de mogno para exportação pelo Porto de São Francisco (SC). ‘‘Mas temos provas de que o Ibama do Pará nunca assinou essa documentação’’, esclarece o coordenador.
O Ibama não confirmou se a carga embarcada pelo Porto de Antonina nos últimos dois meses fazia parte do lote solicitado em agosto pela empresa. Há suspeitas de que a Brasmell tenha falsificado outras documentações para conseguir liberação de cargas em processo semelhante ao realizado em agosto. Na época, recorda Matsuo, o Ibama chegou a apreender 190 metros cúbicos de mogno.
Matsuo ressalta que com a intervenção da justiça, o Ibama perde o poder de atuação, mesmo com a suspeita da madeira estar saindo ilegalmente do País. (K.M.)

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