Empresa reclama de pontos clandestinos
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segunda-feira, 24 de junho de 2002
Sid Sauer<BR>Equipe da Folha 
Campo Mourão - A Aterfi Administradora, empresa que administra a rodoviária de Campo Mourão, está encaminhando um documento à prefeitura pedindo providências contra empresas de ônibus que estariam usando pontos clandestinos para embarque de passageiros. O documento relaciona 33 pontos irregulares e contém mais de 100 fotos mostrando o embarque de passageiros fora da rodoviária.
Além da administradora, lojistas e taxistas que trabalham na rodoviária estão sendo prejudicados, argumentou o diretor da Aterfi, Nélson Cunha Júnior. Segundo ele, o embarque e desembarque em pontos irregulares acontece em todos os horários e envolve a maioria das empresas que atuam na cidade. Isso atrapalha o usuário, pois as linhas viram pinga-pinga, e a prefeitura, que perde o ISS da taxa de embarque.
No ofício encaminhado à prefeitura, a Aterfi afirma que vai pedir indenização pelos prejuízos que vem tendo caso as irregularidades continuem. Segundo Cunha Júnior, a empresa participou da concorrência com a informação da prefeitura de que 36,7 mil pessoas embarcavam todos os meses na rodoviária, mas que hoje esse número médio é de apenas 20 mil passageiros. Pelo menos parte dessa diferença está utilizando pontos clandestinos.
No levantamento que realizou no início deste mês, a Aterfi descobriu que alguns ônibus chegam a parar para embarcar passageiros no semáforo em frente à rodoviária. A briga entre a administradora e as empresas de ônibus por causa da tarifa de embarque existe desde que o novo terminal começou a funcionar, no ano passado. As empresas se recusam a fazer a cobrança da taxa, que hoje tem que ser paga no guichê dos banheiros.
O diretor financeiro do Expresso Nordeste, responsável por mais da metade dos embarques em Campo Mourão, Estefano Boiko Júnior, disse ontem que não tem conhecimento sobre o uso de pontos clandestinos. Quem define os pontos é a prefeitura e a nossa empresa obedece essa regulamentação, frisou. Até ontem à tarde o documento da Aterfi não havia chegado à Procuradoria-Geral do município, que vai analisar a denúncia.


