Empresa quer reduzir acidentes em ferrovias
Empresa quer reduzir
acidentes em ferrovias
Campanha junto a escolas e prefeituras atingirá 787 mil pessoas
Lucilia Okamura
Mário CésarSaia da linhaYutani e Valério: índice de acidentes é muito grande na região Funcionários da Ferrovia Sul Atlântico S/A (FSA) iniciaram ontem trabalho de conscientização junto às prefeituras e escolas da região de Londrina para o risco de acidentes nas passagens de nível (cruzamentos de linhas férreas com ruas ou rodovias). O objetivo da campanha, lançada no final de semana nos três estados do Sul, é de reduzir o número de acidentes.
Na região que compreende Cornélio Procópio até Cianorte, foram registrados, de março de 1997 a março deste ano, cerca de 40 acidentes nas passagens de nível. É um índice bastante elevado, observa o supervisor de via permanente da FSA, Tatsuo Yutani.
Muitos dos acidentes ocorrem, afirma Yutani, porque os motoristas não respeitam a sinalização existente no local. Em algumas passagens de nível, como em Maringá e Cambé, motoristas chegaram até a quebrar as cancelas. Ele lembra ainda de casos em que crianças brincam ou colocam pedras sobre as linhas férreas.
A campanha será desenvolvida durante todo o mês. Na região de Londrina, o objetivo é alcançar uma população de 787 mil pessoas em sete cidades, trabalhando em duas frentes: nas escolas de 1º e 2º graus e nas prefeituras. Ontem, Tatsuo Yutani e o técnico em segurança no trabalho Sinézio Valério visitaram algumas escolas de Ibiporã. Hoje devem ser feitos contatos com escolas de Londrina.
Nas escolas, funcionários da empresa dão palestras e distribuem a Revista do Piuí - um gibi com jogos e passatempos educativos, explicando os perigos de brincar perto dos trilhos e a necessidade de parar e olhar atentamente antes de passar por um cruzamento. As crianças aprendem e também cobram dos pais, afirma Sinézio Valério.
Para atingir os adultos, serão distribuídos cartazes lembrando a importância de respeitar a sinalização. Tatsuo Yutani explica que será realizado um trabalho de parceria com as prefeituras para a melhoria da sinalização. Uma passagem de nível deve ter faixas de aproximação no solo, placas de redução de velocidade e cruz de Santo André, entre outros. Em alguns cruzamentos é colocada a cancela. A campanha de redução de acidentes inclui também a recuperação da malha ferroviária.
A região de Londrina abrange 105 quilômetros de linha férrea. Neste trecho estão localizados cerca de 65 passagens de nível - somente em Londrina são 12. Segundo Tatsuo Yutani, o fluxo de veículos nos cruzamentos é bastante variável. Em uma passagem de nível aqui em Lodrina, o fluxo é de 8 a 9 mil veículos por dia, exemplifica.
Tatsuo Yutani explica que, em época de safra, o fluxo de trens entre Maringá e Londrina chega a 12 por dia. Na época de safra o transporte de grãos é de 12 a 13 mil toneladas por dia, acrescenta. Além de grãos, como trigo e milho, os trens são responsáveis também pelo transporte de combustíveis, açúcar e pneus.
A Ferrovia Sul Atlântico assumiu a responsabilidade da malha ferroviária nos três estados do Sul (6.586 quilômetros de trilhos) no dia 1º de março do ano passado. Em Londrina, a estação ferroviária fica no jardim Maria Lúcia (zona oeste).





