Curitiba - A Consilux empresa responsável pela instalação e operação dos radares de velocidade em Curitiba pediu, ontem, ao Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) do Paraná, que libere os equipamentos lacrados anteontem. A ação do Ipem confirmou denúncia de uma empresa de que parte dos radares estava em desconformidade com as especificações técnicas estabelecidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Oito equipamentos foram lacrados.
Em nota distribuída, ontem, a Consilux informou, ainda, que em reunião informal com a direção do Inmetro, no Rio de Janeiro, apresentou as alterações técnicas feitas nos medidores eletrônicos de velocidade de Curitiba e que, segundo a empresa, ''não interferem no funcionamento dos equipamentos''.
Na outra ponta, o Ipem informava que o Inmetro endossou a ação do Ipem. O presidente do órgão paranaense, Leonaldo Paranhos, disse ontem que aguardaria a formalização do pedido da Consilux. No entanto, ele garantiu que, independente disso, os técnicos continuariam o trabalho de verificação dos radares hoje. Segundo ele, todos os equipamentos deverão ser vistoriados.
A Companhia de Urbanização de Curitiba (Urbs), responsável pela contratação da Consilux, está questionando na Justiça a ação do Ipem. Segundo a assessoria de imprensa da Urbs, a vistoria foi feita sem consentimento da autoridade municipal de trânsito. Na mesma medida cautelar ajuizada ontem, a Urbs quer assegurar que o orgão seja responsabilizado pelos acidentes que acontecerem nas vias onde os radares foram interditados.
A Urbs alega ainda que os radares foram aferidos pelo Ipem em novembro de 2003 e nenhuma irregularidade foi apontada. Paranhos justifica que essa vistoria só levou em consideração a medição de velocidade.

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