O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, pediu a abertura de um processo de penalidade administrativa contra a empresa Tozzi e Cia. Ltda, de Cascavel, pelos possíveis prejuízos decorrentes da rescisão do contrato que previa a elaboração de projetos elétrico, hidráulico, sinalização e prevenção a incêndios do posto de saúde da Vila Fraternidade, região leste de Londrina. A unidade foi demolida em 2014. Desde o dia 18 de junho, quando a ordem de serviço foi assinada, começou a correr o prazo de três meses para que os estudos fossem entregues à prefeitura. No final de agosto, a instituição justificou que o "acúmulo de serviços" estaria prejudicando o andamento do vínculo.

Imagem ilustrativa da imagem Empresa que não entregou projetos da UBS da Vila Fraternidade pode ser multada
| Foto: Marcos Zanutto


O caso será analisado pela Secretaria de Gestão Pública, que pode decidir ou não pelo início da penalização, inclusive com chances de multa. Segundo Machado, as propostas estruturais são imprescindíveis para que a Sesa (Secretaria Estadual de Saúde) repasse perto de R$ 1 milhão para a reconstrução da UBS. "Uma coisa é certa: sem os projetos, a verba demora mais pra chegar", disse. O secretário disse apostar em uma espécie de força-tarefa entre servidores para entregar o planejamento ao governo estadual. "A ideia é publicar a licitação do novo posto até o final deste ano", explicou.

A FOLHA pediu uma posição dos representantes da Tozzi, que não responderam os contatos feitos. Enquanto a pendência burocrátrica não termina, pacientes continuam sendo atendidos na UBS da Vila Ricardo. De acordo com a Secretaria de Saúde, a distância entre os dois bairros tem causado a baixa adesão nos programas de hipertensão, diabetes, puericultura e tabagismo, o aumento com gasto de combustíveis dos funcionários e a migração de alguns usuários para a Vila Casoni.

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