Empresa que derramou óleo no Rio Atuba ainda não foi multada
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de junho de 2002
Luiz Claudio Oliveira<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) ainda não terminou os laudos com análises do impacto ambiental causado pelo derramamento de cerca de 6 mil litros de óleo lubrificante nos rios Atuba e Iguaçu, em Colombo, na região de Curitiba. Os laudos servem como base para as aplicações de multas que a empresa Ingrax Indústria e Comércio de Graxas Ltda. deve receber.
Os trabalhos de remoção do extrato aromático neutro pesado, um tipo de matéria-prima para a produção de óleo e graxa de motor, devem continuar por todo o final de semana. Além de retirar o que resta de película na água, é preciso também limpar as margens. O produto foi barrado perto do encontro do Rio Atuba com o Rio Iguaçu.
A empresa Ingrax teve suas atividades suspensas esperando os laudos do IAP que também determinarão as correções nos planos e equipamentos da indústria para que volte a funcionar normalmente. Esses laudos devem ficar prontos na segunda-feira e logo em seguida será decidia a multa.
O vazamento aconteceu na terça-feira, quando se transbordava o óleo de um caminhão para um tanque fixo da empresa. Perto de 20 mil litros derramaram, mas apenas cerca de 6 mil teriam chegado ao Rio Atuba e, posteriormente, ao Rio Iguaçu.


