Érika Pelegrino
De Londrina
A Viação Radar Ltda. está interessada em disputar o mercado de transporte coletivo em Londrina. Segundo o procurador da empresa, localizada em Cambé (13 km a oeste de Londrina), Jeferson Marques da Silva, a intenção é oferecer transporte coletivo alternativo colocando à disposição da população vans, kombis e ônibus, a exemplo do que já ocorre em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro.
Jeferson da Silva afirma que a idéia surgiu a partir do aumento da tarifa de ônibus para R$ 1,00. ‘‘A população em Londrina não tem opção de transporte coletivo, se a tarifa amanhã subir para R$ 1,50 a população tem que pagar, por falta de alternativas’’, comenta.
Na quarta-feira a empresa protocolou junto à Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) pedido de autorização para atuar no mercado. Segundo o diretor-presidente da Comurb, Celso Costa, a solicitação está sendo avaliada pelo departamento jurídico e em uma semana deverá ter uma resposta positiva ou negativa.
‘‘Temos que ver os dispositivos legais sobre o assunto, mas as pessoas podem esperar por novidade, pois queremos melhorar o sistema de transporte’’, afirma Celso Costa. A regulamentação, itinerário, modelo de sistema, gerenciamento, tudo ficará a cargo da Comurb, segundo Celso Costa, caso o departamento jurídico avalie positivamente a solicitação.
Jeferson Silva afirma que mesmo que a resposta da Comurb seja negativa a empresa irá colocar os veículos no mercado. ‘‘Mesmo que a princípio tenhamos que atuar irregularmente, vamos oferecer transporte alternativo para a população’’, afirma. ‘‘As pessoas precisam ter opção de transporte coletivo em Londrina. Se o trabalhador quiser pagar R$ 0,50 para andar no nosso ônibus, mesmo que ele não seja bonito como os que circulam na cidade, ele tem o direito de escolher’’.
O procurador da Radar afirma que após sair a resposta da Comurb a empresa tem condições de em 15 dias colocar 70 veículos circulando, para posteriormente aumentar a frota de acordo com a necessidade. Quanto ao itinerário e a forma de atuação, Jeferson Silva afirma que tudo será decidido depois que a empresa entrar no mercado. ‘‘Primeiro vamos começar a atuar para depois irmos nos adequando’’.
Silva afirmou que a empresa pretende oferecer ônibus urbano a R$ 0,50, kombis e vans a R$ 1,00 e microônibus executivo a R$ 2,00. A Francovig, através da assessoria de imprensa, informou que a empresa está aberta para discutir o assunto caso a Comurb entenda ser necessário.
O diretor da Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, também afirma que, se a Comurb considerar necessário, a empresa irá discutir o assunto e oferecer este tipo de transporte alternativo para a população.
Bongiovani lembra que, de acordo com o artigo 3º da Lei Municipal 7.287/97, o serviço de transporte é privativo das empresas concessionárias, permissionárias e dos serviços de táxi em automóveis de passeio. Ele lembra que, qualquer um que infrinja a lei, será considerado clandestino.

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