Empresa propõe R$ 623 mil pela Prisão
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quinta-feira, 24 de julho de 1997
Da Redação 
Mário CésarLugar das celasCanziani e Canto Neto em visita ao terreno da futura PrisãoA Campusmorão Construtora Ltda., de Campo Mourão, foi a empresa que apresentou o menor preço para a execução das obras da Prisão Provisória, que será construída pelo Governo do Estado, numa área do jardim Del Rey (zona sul), anexa à Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Os envelopes com as propostas de 21 construtoras que participam da licitação foram abertos ontem pela manhã no plenário da Câmara de Vereadores de Londrina. A Campusmorão se dispôs a executar a obra por R$ 623.817,11. O preço máximo estabelecido pelo Estado foi de R$ 890 mil.
As planilhas apresentadas pela Campusmourão serão analisadas por uma comissão técnica do Estado, que vai verificar se estão de acordo com os requisitos do edital de licitação. Nesse prazo também poderão ser apresentados recursos pelas empresas. Se não houver nenhum impedimento, em 10 dias deverá ser homologada a vencedora da licitação. Após publicação de edital no Diário Oficial, será dada ordem de serviço.
O secretário estadual de Obras, Augusto Canto Neto, que participou da abertura dos envelopes, disse que as obras da Prisão Provisória deverão ter início na primeira quinzena de agosto. A conclusão está prevista para o início de 1998. Ele explicou que, das 23 empresas interessadas na execução da obra, duas foram desclassificadas na fase de habilitação.
Após a abertura dos envelopes - a construtora Fontana, de Curitiba, fez a segunda menor proposta, R$ 688.812,01 - o secretário, acompanhado por diretores do Decom e pelo prefeito em exercício, Alex Canziani (PTB), esteve no local onde será construída a Prisão Provisória. Também vistoriou as obras do Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaddi), próximo ao Hospital Universitário (zona leste) e duas escolas que estão erguidas na zona sul. O Ciaddi vai centralizar todo o atendimento a menores infratores e deverá estar pronto em março de 1996.
A Prisão Provisória terá cerca de 1.000 metros quadrados e capacidade para abrigar até 156 presos em 39 celas. Na unidade serão mantidos presos já condenados, mas que aguardam resultados de recursos judiciais ou esperam vaga em uma penitenciária. Por não estar previsto no projeto inicial, será feito um aditivo ao contrato, para construção de um posto de revista, para a entrada dos camburões. Serão gastos R$ 30 mil com o anexo.
O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Leonyl Ribeiro, disse que, assim que estiver pronta a Prisão Provisória, serão desativados os serviços de carceragem de dois dos cinco distritos policiais da Cidade. Com isso, haverá uma ampliação dos efetivos tanto da Polícia Civil quanto da Militar, que atualmente mantêm seus homens nos DPs.
(Luka Morais)


