Empresa promete providências
Farelo de soja, de milho, de trigo, de osso e de carne se transformam todo mês em 12 mil toneladas de ração para frangos, e em menor escala, para porcos e cães. A Big Frango consome boa parte da produção para alimentar os 50 mil frangos abatidos todos os dias no frigorífico da empresa, em Rolândia (25 km a oeste de Londrina). Cerca de 80 dos 1,4 mil funcionários do grupo trabalham na mais polêmica planta industrial da cidade.
Ano passado, depois de reclamações de moradores vizinhos, a fábrica passou por uma inspeção do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que considerou a emissão de poluentes dentro dos padrões toleráveis. No entanto, solicitou mudanças no sistema de exaustores, no catafuligem da chaminé e no funcionamento da caldeira.
Em uma segunda inspeção, o IAP se certificou que os problemas haviam sido resolvidos. Técnicos da Petrobrás deram todo o apoio para os ajustes. Trocamos o óleo BPF (mais poluente) pelo xisto. Aumentamos a altura da chaminé e pavimentamos 90% do pátio para evitar o alastramento da poeira em dias de grande movimento, disse à Folha Rudimar Pereira, gerente de produção. No total, a Big Frango investiu R$ 150 mil.
Segundo Evaldo Ulinski Júnior, diretor agropecuário da Big Frango, a empresa sempre se preocupou com a questão ambiental e com os moradores vizinhos. Quando surgiram as primeiras reclamações nós nos reunimos com eles e ouvimos as queixas. Fizemos até mais do que o IAP nos pediu, afirma. Entre as ações mais simples, mais prosaicas, mas que resultaram em diminuição do dano ambiental, o diretor destaca a limpeza constante do pátio, onde antes os resíduos de ração eram levados pelo vento.
Ulinski Júnior informou que a médio prazo a fábrica produzirá apenas ração para cães. Toda a produção para frangos e porcos será transferida para outra planta industrial, que está sendo erguida em Rolândia, sede da empresa.
Outra promessa da diretoria da Big Frango, decorrente da queda das vendas e, consequentemente, da produção, é que o terceiro turno, que avança pela madrugada, será suspenso durante essa semana, o que, segundo a empresa, amenizará as reclamações contra a poluição sonora.
Consultado pela Folha, o secretário municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente, Osmar Artur Rizzotti, disse que as reclamações sobre o funcionamento da fábrica cessaram depois da visita de técnicos do IAP. Para a prefeitura, o problema está aparentemente resolvido, afirmou. (L.F.M.)





