Empresa produz roupas íntimas descartáveis
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de fevereiro de 1998
Mônica Kaseker 
Kraw PenasMauro Furnam, com a cueca descartável: Parece com uma fraldaUma empresa de Curitiba está produzindo calcinhas e cuecas descartáveis. A idéia é oferecer uma opção para viagens, acampamentos e até no caso de recomendação médica. Há três meses disponível em farmácias, o pacote com cinco unidades custa R$ 5,00 e vem ganhando aceitação aos poucos. As cuecas e calcinhas são de polipropileno, material usado em absorventes femininos e fraldas descartáveis.
As pessoas geralmente estranham a idéia à primeira vista, mas depois começam a pensar na praticidade. Foi o caso do motorista de ônibus Mauro Furnam, 24 anos, que achou meio esquisita a cueca descartável, parecida com uma fralda. Mas depois da primeira impressão ele concluiu que o produto pode ser útil em viagens em que não seja possível levar muita bagagem, ou mesmo em períodos de calor em que a gente se troca várias vezes, diz.
As irmãs Mara Lúcia, 19 anos, e Sandra Regina, 30, também superaram em poucos minutos a surpresa com o novo produto. Nunca pensei na possibilidade, mas numa viagem em que é difícil lavar e secar pode ser legal, diz Mara Lúcia. Já Alaíde Sandriz Lourenço, 40, diz que não usaria porque a calcinha não oferece segurança. É muito fraquinha, pode rasgar, acredita.
O farmacêutico Mário Amaral Barros, que está comercializando o produto, diz que os consumidores estão aos poucos entendendo a praticidade das roupas íntimas descartáveis. Um dos consumidores tem uma pessoa na família que tem problema de incontinência intestinal, conta. O representante comercial da marca, Marcantoni Tavares, diz que a fábrica está desenvolvendo outros produtos como lençóis, jalecos, pantufas e máscaras para uso médico.


