Empresa paga
R$ 1,7 milhão
por mês à CEF
Desde o início do plano de recuperação de crédito, a Cohab-CT firmou 12 mil contratos de renegociação. ‘‘A inadimplência vem causando sérios prejuízos para a companhia, que tem a responsabilidade de oferecer novas moradias para a demanda crescente’’, relata o diretor administrativo e financeiro da Cohab, Ildefonso Magalhães. Atualmente existe uma família na fila de espera para cada mutuário da empresa. ‘‘O governo federal cortou os financiamento de habitação popular pelo FGTS, temos que contar com recursos próprios e parcerias com a iniciativa privada para viabilizar novos loteamentos’’.
A Cohab deve mensalmente à Caixa Economia Federal R$ 1,7 milhão como pagamento de linhas de crédito. Outros R$ 300 mil mensais são devidos ao sistema de seguro obrigatório. ‘‘Quando o mutuário não paga a mensalidade é a companhia que arca com o prejuízo’’, diz. Quando há comprovação da impossibilidade de pagamento, a família é acompanhado por assistentes sociais da Cohab. ‘‘Deixamos esses contratos na prateleira até que as condições se normalizarem, mas não concordamos com a inadimplência continuada’’.
Segundo Magalhães, há casos em que o mutuário não paga a parcela do terreno para não atrasar o pagamento de carnês de eletrodomésticos. ‘‘Essa prática paternalista de pensar que não precisa pagar a Cohab tem que acabar’’.
Para o diretor, não se justifica a existência de uma companhia habitacional só para administrar créditos passados. ‘‘Temos uma responsabilidade com aqueles que estão na fila de espera e quando necessário, recorreremos à justiça para receber as parcelas devidas ou o imóvel de volta’’, completa. Um levantamento feito pela Cohab em 1997 constatou que havia mais de mil mutuários que não pagavam suas mensalidades há pelo menos cinco anos.

mockup