Empresa obtém reajuste de 10%
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quarta-feira, 12 de março de 2003
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - O consórcio Engelétrica/CGC, responsável pela coleta de lixo e varrição de ruas de Cascavel, conseguiu um aditivo de contrato que eleva seu faturamento médio em 10,83%. Além disso, a prefeitura terá que pagar, a título de defasagem, outros R$ 443 mil, divididos em seis parcelas fixas e sem direito a correção.
A empresa já vinha recebendo mensalmente R$ 500 mil, em média, durante o ano passado, e agora passará a receber R$ 554 mil por mês, mais R$ 73,8 mil mensais. Isso eleva, até o mês de junho, o faturamento da empresa para R$ 627 mil. O consórcio alegou desequilíbrio econômico e financeiro com base em duas variantes. Primeiro, os aumentos em seus insumos, como óleo diesel e pneus. Depois, a defasagem salarial ocasionada pela mudança de base do sindicato dos trabalhadores do setor de limpeza urbana.
O procurador jurídico do Município, Kennedy Machado, explicou que o consórcio entrou com um pedido em maio do ano passado, com base na Lei de Licitações, alegando a necessidade de reequilíbrio financeiro.
''Negamos qualquer reajuste por conta do aumento de insumos, já que estão previstos reajustes anuais. Agora, no caso dos salários dos funcionários, depois de longos estudos, julgamos que o reajuste maior que o previsto realmente desequilibrou o contrato'', afirmou o procurador jurídico da prefeitura.
O contrato da prefeitura com a Engelétrica/CGC vencerá em julho de 2004. Para o serviço de varrição da cidade a empresa tem seis equipes, com dez homens cada, e tem gastos mensais de R$ 79,4 mil. Outros R$ 92,7 mil são destinados a sete equipes padrões que fazem o serviço de conservação de praças públicas no corte de grama e poda de árvores.


