Vânia Moreira
De Umuarama
O presidente do Grupo Sabarálcool, Ricardo Resende, não admite que a destilaria de Perobal (29 km a sudoeste de Umuarama) tenha sido responsável pela poluição que matou cerca de 150 toneladas de peixe no Rio Jangada, em Iporã.
O acidente aconteceu no início de dezembro e o promotor Leonardo Vilhena, de Iporã, pediu a abertura de inquérito policial para apurar a responsabilidade da destilaria.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) multou a usina em R$ 100 mil. Resende informou que vai recorrer da multa e provar ao Ministério Público que não houve despejo de vinhaça no rio.
Segundo o dono da Perobálcool, a destilaria aproveita a vinhaça para adubar as lavouras de cana. Ele informou ter gasto R$ 2,5 milhões para instalar o sistema de aspersão. ‘‘A vinhaça não vai para o rio, a menos que algum cano quebre. Nós percorremos toda a tubulação junto com técnicos do IAP e não encontramos nenhuma falha’’, garantiu.
Ainda de acordo com Resende, a análise feita pelo IAP não prova que a substância tóxica presente na água seja vinhaça. ‘‘Estão culpando a Perobálcool, mas há fecularias e lavouras de soja e algodão que usam muito agrotóxico e que podem ter contaminado o rio’’,disse.
Segundo o IAP, a usina é a principal suspeita por ser a única indústria ao longo do rio.