ArquivoO terminal da Catallini, em Paranaguá, onde ocorreu o problema no manuseio com o acrilato de butilaA assessoria da empresa Catallini negou que estivesse desrespeitando a legislação ambiental. O engenheiro Henrique Lage, que presta consultoria na área de saúde, segurança e proteção ambiental para a empresa, alega que existem documentos do IAP que liberam o manuseio do acrilato de butila e outros papéis que proíbem o uso do produto químico. ‘‘Isso dá margem a dúvida’’, diz o engenheiro. Ele revelou que a empresa trabalha com o acrilato há oito anos.
Lage disse que a Catallini ‘‘sempre cumpriu as exigências dos órgãos ambientais’’ e que o acrilato ‘‘não representa riscos iminentes para a comunidade’’. O consultor defende a tese de que o Ibama e o IAP deveriam autorizar a continuidade da operação de descarga, ao invés de deixá-lo apreendido. Ele disse que os órgãos ambientais sabiam da situação da Catallini e vinham mantendo contatos verbais sobre o assunto. Os técnicos do Ibama e IAP teriam orientado que a empresa entrasse com um processo de novo licenciamento.
Sobre o vazamento do final de fevereiro, Lage informou que por causa da ‘‘distração’’ de um operador, ‘‘uma pequena quantidade’’ do acrilato foi parar numa canaleta de contenção que deveria estar direcionada para um tanque de recepção, mas na verdade estava aberta para o alinhamento da rede de águas pluviais. (D.V.)

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