Da Redação
A gerente da empresa de Londrina Homer Cozinhas Planejadas, Regina Dutra, rebateu ontem as acusações da consumidora Lígia Maria Soares Tramin, publicadas terça-feira, na Folha. Lígia alegou que mesmo após pagar as prestações seu móvel não foi instalado. Segundo ela, o prazo estipulado para o serviço seria o dia oito deste mês.
Regina apresentou documentos mostrando que o primeiro contrato entre a Homer e Lígia foi feito em 20 de janeiro de 97, quando ela adquiriu os balcões de forma parcelada. Um ano depois, comprou o restante da cozinha, assinando um aditivo de contrato que aceita a entrega para o dia 29 de abril deste ano. A gerente da Homer diz que nesse período, como o apartamento não estava pronto, houve um acordo verbal com a cliente para a instalação da cozinha e a nova data foi definida para o dia 8 deste mês.
Mas no dia 2 de junho, a matriz da empresa em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) enviou à Lígia um fax dizendo que a Homer sofreu uma interrupção em sua produção, provocando atraso na entrega do móvel. ‘‘Se não considerarmos a justificativa da empresa estamos atrasados’’, comentou Regina.
A gerente afirma que a Homer está negociando caso a caso com seus clientes e que essa postura também foi adotada com Lígia. Segundo ela, esse atraso é reflexo da crise cambial ocorrida neste ano porque grande parte dos componentes de suas cozinhas é importado. ‘‘Infelizmente nesse momento estamos sendo obrigados a negociar alguns prazos, mas continuamos mantendo nossos produtos com uma qualidade rigorosa e com seis anos de garantia’’.
Regina mostrou ainda um certificado da Associação Brasileira de Ética e Respeito ao Cidadão, de 15 de março de 99. Segundo ela a empresa recebeu o documento porque em 12 anos nunca havia atrasado a entrega de uma cozinha.
A Homer está instalada há 18 anos em São José dos Pinhais, onde emprega 86 funcionários. Além do Paraná, possui lojas em São Paulo e Santa Catarina.

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