Empresa não usava banco público para remeter produtos
A empresa Arábica Industrial e Exportação - acusada de mandar cocaína para o exterior dentro de frangos congelados e embalagens de café e madeira compensada - não se utilizava, para as remessas, dos serviços das agências dos bancos estatais que operam em Londrina. Pelo menos é o que garantem funcionários do setor de apoio à exportação do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banestado.
Portanto, se a Arábica se utilizou do sistema bancário para as operações de exportações, ela o fez através da rede bancária privada. O delegado-chefe da Polícia Federal, Roberto Morel, afirma que não investigou ainda este detalhe. A Delegacia Regional da Receita Federal não repassa informações sobre a situação tributária daquela exportadora, alegando sigilo fiscal. As informações só podem ser conseguidas através de ordem judicial.
A funcionária do setor de apoio às exportações e comércio exterior do Banco do Brasil, Neide Maria dos Santos, afirma que nunca ouviu falar no nome da Arábica nos sete anos em que trabalha no banco. Para legalizar a exportação de produtos junto ao Banco Central, a empresa tem necessariamente que usar os serviços bancários no Brasil e no país destinatário. É através deles que o exportador envia a documentação de cobrança e recebe pelos produtos vendidos. Normalmente, as empresas fantasmas usadas para a sonegação de impostos ou o tráfico de drogas exportam à margem da rede bancária. O.C.





