O comando do 30º Batalhão de Infantaria Motorizada de Apucarana, que fiscaliza o uso de produtos controlados no Norte do Estado, confirmou ontem que a empresa Sidroneo Engenharia Ltda. não tinha autorização para promover a detonação de explosivos em um loteamento de Ibiporã (14 quilômetros a leste de Londrina), na tarde da última terça-feira. A explosão, feita com o objetivo de construir uma rede de esgoto, provocou uma ''chuva'' de pedras no Conjunto Semprebom, localizado a cerca de 250 metros, atingindo várias casas e um automóvel.
Segundo o sub-comandante do Batalhão, major Marco André Cardoso de Moraes, a única autorização emitida para a empresa tem data de novembro do ano passado. ''Mas o prazo de cada autorização expira em um mês. Eles teriam que ter nos feito a solicitação novamente'', detalhou o major.
O sub-comandante explicou que ficou sabendo da explosão no dia seguinte, pela imprensa. Agora o Exército vai notificar a empresa, que terá 15 dias para se defender. Após este prazo será instaurado um processo administrativo, que pode resultar em advertência, multa (de R$ 500,00 a R$ 2 mil ou o dobro deste valor, se ficar comprovada que houve falha grave de procedimento) ou a cassação do certificado de registro.
A empresa afirma que estava com a documentação em dia e que a operação tomou uma proporção inesperada por causa de um bolsão de água no subsolo, que teria potencializado o poder dos explosivos. De acordo com o técnico em detonação Orígenes Sidrôneo da Silva, quando os técnicos fizeram a perfuração das valetas que seriam carregadas de explosivo, não perceberam a presença de água.

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