A Companhia Cascavelense de Transporte e Tráfego (CCTT) tem 15 dias para recorrer da decisão da Justiça, que exige a extinção do prazo de validade dos vales-transporte comercializados em Cascavel. A direção da CCTT alega que foi surpreendida com a decisão judicial e que existem milhares de passes que já foram confeccionados para serem vendidos até março de 2002, todos com prazo de validade.
O presidente da CCTT, Sérgio Donadussi, explica que a Justiça levou em consideração o número histórico de vales-transporte que deixam de entrar todos os meses na companhia. De 1,2 milhão de vales que são revendidos mensalmente, pelo menos 3% não retornam à CCTT. Ele acredita que com a extinção do prazo de validade, esse índice pode tornar-se ainda pior, já que muitos passes podem levar anos para serem utilizados.
Sérgio Donadussi comenta que além dos transtornos e dos altos custos para a CCTT, a retirada do prazo de validade dos vales-transporte deve facilitar ainda mais o comércio ilegal do passe, que há muitos anos vem sendo utilizado como moeda financeira.
Além da determinação da extinção do prazo de validade, a Justiça exigiu que os vales-transporte comercializados para os estudantes devem ser vendidos por unidade, como os demais.
A liminar foi impetrada na Justiça pelo juiz Lauro Fabrício Filho, através de uma denúncia feita pelo Ministério Público em 1997. Outra determinação da lei é de que todos os vales comprados podem ser trocados posteriormente por dinheiro.

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