Empresa lucra com reciclagem
Curitiba - O que poderia ser um grande problema ambiental virou uma oportunidade de negócio para os sócios Marco Losi Guenbarovski e Eduardo Cell Dyminski, da Soliforte Reciclagem de Resíduos da Construção Civil. Os dois comandam a principal empresa de reciclagem desse tipo de material de Curitiba. A fábrica da Soliforte, em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba), recebe caliça e transforma em areia e pedrisco.
A empresa consegue processar 6 mil metros cúbicos de resíduo por mês. "A empresa que precisa destinar esse tipo de material pode encaminhar para nós", diz Dyminski. Se o resíduo estiver limpo, o processamento é gratuito. "Quando está contaminado, cobramos uma taxa de R$ 20,00 por metro cúbico", adianta. O transporte da caliça é por conta do contratante.
Destinação
Qual a vantagem para os clientes de empresas como a Soliforte? "Emitimos um certificado de destinação", explica Guenbarovski. O documento é fundamental para que a construtora possa comprovar junto à prefeitura que o plano de gestão de resíduos apresentado para obter o alvará de construção foi realmente executado. "Para receber Certificado de Vistoria de Conclusão de Obras (CVCO), a empresa tem que comprovar que os resíduos foram corretamente destinados", explica Mario Sergio Rasera, superintendente de Controle Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
A areia produzida a partir da caliça é vendida no mercado por um preço 30% inferior ao do produto virgem. "É um produto que só não pode ser utilizado em concreto de alto desempenho. Mas em obras residenciais e reformas, é uma opção mais barata de material", conta Dyminski. A empresa vende para outras empresas de reciclagem tudo aqui que não é caliça: papel, madeira, metal e plástico. "Tanto a nossa empresa quanto as que recebem esse material são certificadas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)", conta. (R.C.F.)





