O reassentamento feito pela Copel contempla pequenos proprietários, arrendatários e trabalhadores com área de no mínimo 7 alqueires cada de dez fazendas - totalizando 7,3 mil alqueires - em municípios do Oeste e Sudoeste do Paraná. As famílias deram aprovação prévia à aquisição das áreas, que têm terras férteis e são dotadas de infra-estrutura, como estradas e energia elétrica.
As fazendas que estão recebendo as 604 famílias são localizadas em Cascavel (Piquiri - 2.731 alqueires, Refopás - 1.087 alqueires e Barater - 309 alqueires); entre Cascavel e Campo Bonito (Centenário - 604 alqueires); Catanduvas (Varguinhas - 573 alqueires e Liasi - 340 alqueires); Ibema (Agro Ibema - 830 alqueires) e ainda fazendas em Boa Esperança do Iguaçu (297 alqueires), Nova Prata do Iguaçu (500 alqueires) e Três Barras do Paraná (410 alqueires).
Todas as famílias serão reassentadas até 3 meses antes do início da formação do reservatório e a 6 meses da operação da primeira turbina da usina. Outras 334 famílias preferiram cartas de crédito da companhia, para comprar terras por conta própria. A Copel investiu R$ 96 milhões nas cartas e no reassentamento e mais R$ 45 milhões em indenizações para 1.106 propriedades.
Um dos resultados importantes de todo o processo é a permanência no campo de 98% do contingente que terá terras alagadas, evitando-se o êxodo rural. Embora a Copel e o governo do Paraná se empenhem em contemplar adequadamente as famílias, esta é uma obrigação ditada pela Constituição Brasileira.
A remoção de contingentes e impactos sociais e ambientais provocados por barragens e outras obras são tratados com rigor pela Constituição (e pela legislação ambiental), única no mundo com capítulo especial para o meio ambiente. A hidrelétrica de Salto Caxias foi a primeira com concessão liberada pela Eletrobrás após a promulgação da Constituição de 88. (P.P.)

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