Empresa investigada pelo MP pede concordata em Maringá
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terça-feira, 02 de outubro de 2001
Marta Medeiros <br> De Maringá 
A empresa responsável pela obra da maternidade do Hospital Regional de Maringá, a Orbis Construções e Empreendimentos, pediu concordata depois das denúncias de irregularidades apuradas em agosto pelo Ministério Público. Segundo o advogado da construtora, Sérgio Giacomini, o bloqueio dos bens impediu a empresa de negociar débitos.
O advogado disse ontem que não tinha como precisar os valores dos débitos e créditos da construtora, mas garantiu que o ativo é de ''quatro a cinco vezes maior que o passivo''. Conforme o advogado, a Orbis também entrou com uma ação na Justiça Federal questionando os valores pagos pela prefeitura.
A maternidade está pronta desde o final do ano passado, mas permanece desativada. A primeira denúncia envolvendo a obra surgiu em 1998, apontando o desvio de R$ 1 milhão do Fundo Municipal de Saúde para a contrapartida do município. Também foi denunciado superfaturamento, com o metro quadrado custando R$ 1.140,00 enquanto o preço de mercado é de R$ 800,00.
A maternidade teria originalmente 6.420 metros quadrados e saiu do papel com 5.715 metros. A diferença levantada pelo MP mostrou que o município alterou o valor da obra em R$ 952 mil. O processo envolve o ex-prefeito Jairo Gianoto (sem partido), quatro ex-secretários e os empresários Erasmo José Germani e Mário Fontin, que formaram o consórcio Cidade Verde com as empresas D.M Construções de Obras e a Orbis Construções.


