Empresa garante: não haverá desastre
O gerente da Coordenadoria de Impacto Ambiental da Copel, Antonio Fonseca dos Santos, disse ontem à Folha que a operação de enchimento do reservatório da Hidrelétrica de Salto Caxias não apresenta nenhuma possibilidade de provocar um desastre ecológico no Rio Iguaçu. Antes de iniciarmos a construção da usina, fizemos vários estudos sobre o impacto à flora, fauna e economia turística. Tomamos todos os cuidados possíveis. Nosso projeto foi aprovado por todos os órgãos ambientais.
Santos informou que a Copel investiu alguns milhões - ele não quis revelar o valor - na construção de uma adufa de compensação para a realização da operação. A adufa, uma estrutura que vai permitir a passagem de no mínimo 200 metros cúbicos de água por segundo, vai impedir que o rio seja fechado totalmente. Para evitar uma seca fizemos essa estrutura. Na década de 30, numa das maiores estiagens da região, a vazão do rio foi de apenas 150 metros cúbicos por segundo. A obra da Copel não irá causar impacto maior ao já provocado pela natureza. Santos também disse que não acredita que a dimunuição na vazão das Cataratas vai desestimular o turismo. De acordo com informações da Copel, a empresa não recebeu nenhum documento oficial do governo argentino pedindo explicações sobre o projeto. (E.M.)





