Se não voltar atrás na decisão de fazer a contratação direta para os seminários de Faxinal do Céu, será a segunda vez que o governo do Estado contratará sem licitação o Centro Gerencial de Educação Avançada. Na primeira, em 1985, a alegação foi que não havia experiência nesse tipo de seminário para elaborar um edital.
O Centro foi então contratado pelo critério de notório saber. Recebeu R$ 160 mil por cada um dos 35 seminários que realizou. No final de 96, o Tribunal de Contas do Estado entendeu que a experiência já era suficiente e recomendou que a Secretaria da Educação abrisse licitação.
O afastamento da empresa de Oliveira foi apressado por um desentendimento entre o empresário e o secretário Ramiro Wahrhaftig. Oliveira teria criticado o secretário durante um seminário. Na época, Wahrhaftig reagiu com ironia à notícia da briga: ‘‘Só pode haver desentendimentos entre pessoas do mesmo nível hierárquico, não entre contratado e contratante’’, disse.
Aberta a licitação, a empresa de Oliveira foi uma das seis inscritas, mas perdeu para a Luna, que vai receber R$ 4 milhões por 25 seminários. Na época da entrega das propostas, Oliveira disse à Folha que ‘‘ninguém no mundo’’ tinha a sua experiência e que o projeto de Faxinal não era dele, mas ‘‘do governador Jaime Lerner’’.

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