Os 500 funcionários da Bratac indústria de fiação de seda vivem sob tensão constante. A empresa fica bem no meio da região em conflito. ''Nós estamos apavorados com essa situação. Não temos sossego para trabalhar'', disse o diretor da Bratac, Hélio Mizokoshi.
Segundo ele, ontem e quarta-feira foram os piores dias na troca de tiros constante entre as gangues. ''De vez em quando acontece troca de tiros, mas na quarta-feira durou muito mais tempo que o comum e foi disparado um número maior de tiros'', relatou. Mizokoshi contou que na quarta-feira (quando foi atingido o prédio do Centro Comunitário) os funcionários chegaram a ver e ouvir as balas zunindo.
O diretor disse que os telhados e paredes já foram perfurados por vários tiros e balas foram encontradas em meio aos casulos usados na fiação de seda. ''Todo o nosso prédio fica bem no meio das duas áreas e estamos bastante expostos'', afirmou. ''Estamos buscando formas de melhorar a segurança dos nossos funcionários, mas ainda não encontramos.''
Mizokoshi informou que sempre liga para a Polícia Militar e acredita que eles estão fazendo o melhor possível. ''Essa situação precisa ser resolvida. Tanto nós como todos os moradores estamos vivendo sob risco constante. Graças a Deus ninguém foi ferido.''

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