Uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve ontem na creche e fez uma vistoria visual do prédio. De pronto, os bombeiros constataram todos os problemas relacionados no laudo emitido pelo engenheiro da prefeitura. ''Nós confirmamos os riscos que as crianças corriam e confirmamos a interdição. Vamos emitir um relatório ainda esta semana onde estará relacionado as adequações para que o prédio seja novamente liberado'', disse o tenente Ezequias de Paula Natal.
No parecer técnico do engenheiro Augusto Ciskoski constam sete pontos de ''anomalias'' (ver quadro). De acordo com o tenente, o prédio precisa de profundos reparos, principalmente um reforço das colunas estruturais que sustentam a laje. Também chamaram a atenção dos bombeiros o grande número de fissuras e rachaduras nas paredes e no teto, além do abaulamento da laje. ''Há desníveis no teto que chegam a quatro centímetros'', contou o prefeito.
O engenheiro civil Luciano Most Rezende, um dos responsáveis pela obra e sócio da empreiteira que construiu a creche, disse que tomou conhecimento dos fatos ontem e que ainda esta semana pretende ir a Tamarana para vistoriar o prédio e fazer uma série de ponderações com Ciskoski e o prefeito. ''Não foi a empresa quem escolheu o terreno e sim a prefeitura. Somos responsável pelo prédio, que foi construído sobre um aterro. Talvez aí esteja o problema'', disse, lembrando que a empreiteira é responsável por muitas obras e é respeitada no meio. ''É um caso atípico, mas vamos resolver o problema com certeza'', prometeu. (L.F.M.)

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