Empresa estimula doação de sangue
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sábado, 17 de fevereiro de 2007
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
A iniciativa pioneira de uma empresa de Cambé tem estimulado o sentimento de solidariedade e ajudado a salvar vidas. Desde 2005 os funcionários da Aesa Automolas são convidados, a cada três meses, a doar sangue sem precisar sair do local de trabalho. Através de uma parceria com o Instituto de Hematologia de Londrina (IHEL), um ônibus equipado para coleta vai mensalmente à empresa.
São 180 funcionários. Destes, 100 doam frequentemente, o que representa 55% do quadro. ''A maioria daqueles que não doam é porque estão impedidos por histórico de doenças, como hepatite, ou por baixo peso'', informa a gerente de Recursos Humanos da empresa, Márcia Silva Barzon. Ela explica que o programa - denominado Banco de Sangue Aesa - nasceu quando os dirigentes da empresa perceberam que muitos de seus funcionários já eram doadores mas enfrentavam dificuldades para vir até Londrina fazer a coleta.
''A iniciativa estimulou também os que não eram doadores. Hoje temos até a adesão de familiares de funcionários e de prestadores de serviço'', informa Márcia. Ela observa que a campanha faz com que os funcionários se sintam mais valorizados e percebam na empresa a preocupação com o bem-estar da sociedade.
Como a participação no programa é praticamente total entre os funcionários aptos a doar, a meta agora é ampliá-lo através da adesão de outras empresas da região. ''Estamos iniciando o contato com nossos vizinhos'', diz a assistente de Recursos Humanos e coordenadora do programa, Claudete Cleide Gonçalves. Ela observa que todo doador tem direito, por lei, a um dia de folga no trabalho. ''No dia em que doam eles também podem ir para casa, se quiserem.''
Para o operador de máquinas Nivaldo Alves Barbosa, 31 anos, a presença do ônibus de coleta na própria fábrica só tornou mais fácil sua rotina de doador. ''Antes eu ia lá no hemocentro do HU (Hospital Universitário)'', conta. Segundo Barbosa, quem começa a doar sangue ''não pára mais''. Ele trabalha à noite, mas ontem foi até a empresa no início da tarde para dar sua contribuição.
A auxiliar de cozinha Zélia de Oliveira Miranda, de 23 anos, não trabalha na Aesa, mas ficou sabendo do Programa por uma amiga que presta serviço na empresa, e já fez duas doações. ''Sempre tive vontade de ajudar, a gente nunca sabe se um dia também vai precisar de sangue.'' Zélia garantiu que daqui para a frente vai doar sempre.
Segundo o médico responsável pela coleta itinerante, Antonio Fernando de Azevedo, programas de coleta permanente são importantes para manter a regularidade do estoque. O ônibus do IHEL percorre várias cidades da região, cujos moradores são atendidos em hospitais de Londrina. ''Temos capacidade para coletar até 100 bolsas por dia, mas atendemos de 30 a 40 doadores por período.''
Em épocas de festas, como final de ano e Carnaval, é comum os bancos de sangue enfrentarem queda nas coletas, ao mesmo tempo em que aumenta a demanda por causa do grande número de acidentes nas estradas. Vale lembrar que a maioria dos adultos pode doar sangue. Entre os requisitos, é preciso ter entre 18 e 65 anos de idade, pesar mais de 50 quilos, estar em boas condições de saúde e não apresentar comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis.
Mais informações podem ser obtidas no Hemocentro Regional de Londrina, que funciona junto ao HU, pelo fone (43) 3371-2218 e no Instituto de Hematologia de Londrina, pelo fone (43) 3323-0158.


