A empresa Recuperacred, de Curitiba, negou ontem que tenha aplicado golpe em proprietários de veículos de Londrina em processos de restituição do empréstimo compulsório de combustíveis. Na edição de ontem, a Folha publicou denúncias de dois consumidores que haviam registrado queixa no 1º Distrito Policial (DP). Segundo o coordenador dos escritórios regionais da empresa, Ualid Rabah, houve apenas uma falha na comunicação da empresa com os clientes. ''Infelizmente nós erramos em não comunicar que estaríamos fechando esse escritório em Londrina, mas em nenhum momento houve intenção de lesá-los'', afirmou.
Rabah disse que ficou sabendo das denúncias através do jornal e entrou em contato com o delegado Marcos Belinati, do 1º DP, para esclarecimentos. ''Também já entramos em contato com os dois reclamentes, o senhor Valdir Francisco Domingos, por telefone, e com a dona Ofélia Martins, por telegrama, já que não conseguimos localizar seu telefone'', explicou.
Segundo o coordenador, a empresa possui o maior volume de ações para a restituição do compulsório no Paraná, com mais 17 mil ações ajuizadas ou em fase de ajuizamento. E manteve escritórios em várias cidade do Estado. De acordo com Rabah, em Londrina funcionava apenas um escritório de representação da empresa e, como o prazo para pedir na Justiça a restituição do compulsório estava se esgotando, foi decidido encerrar as atividades, há duas semanas, para haver tempo hábil para o ajuizamento das ações, tranferindo todos os processos para a matriz, em Curitiba.
De acordo com Rabah, o erro será corrigido agora. ''Estamos enviando malas-diretas a todos para explicar o que aconteceu e também uma segunda mala-direta a todos cujos processos já estão em fase de pagamento'', afirmou. Além disso, Rabah explicou que os clientes que tenham dúvidas sobre seu processo podem entrar em contato com a matriz, na Rua Ébano Pereira, 44, 1º andar, conjunto 101, centro; por telefone (041) 322-4228 ou ainda por e-mail [email protected].
O delegado Marcos Belinati disse ontem que, diante das informações passadas pela empresa, não será aberto inquérito policial por enquanto. ''Vamos aguardar para ver como fica a situação. Mas vamos acompanhá-la de perto'', explicou.

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