Empresa elogia produtividade
A Fiação de Seda Bratac S/A é uma das empresas que, segundo a coordenadora do Programa de Apoio à Inclusão do Deficiente no Mercado de Trabalho, Martinha Clarete Dutra dos Santos, tem em seu quadro de funcionários alguns deficientes contratados.
Com 470 trabalhadores, 13 são portadores de algum tipo de limitação física, sensorial ou mental. Pela lei 8/213, 3% das vagas têm que ser ocupadas por portadores de deficiência, o que corresponde a 15,1. No entanto segundo informação da chefe do Recursos Humanos (RH), Regina Veiga, existem 14 postos. Uma vaga foi desocupada recentemente e outra pessoa com deficiência já está sendo contratada.
Há alguns anos a empresa já tinha em seu quadro oito pessoas com deficiência parcial cegueira de uma das visões, encurtamento de membro inferior. No ano passado contratou seis trabalhadores totalmente surdos. O resultado foi surpreendente, segundo Regina Veiga. Não sei se é porque não se distraem com barulho, mas a produtividade deles é maior do que dos funcionários normais. Ela destacou ainda a assiduidade e o capricho. São muito responsáveis e interessados. Já tivemos problemas com dois deficientes no ano passado. Mas este grupo atual é muito bom.
Celso Hiramashi, 42 anos, é deficiente visual. Há três anos passou em concurso público na Prefeitura de Londrina e trabalha no Setor de Internação Domiciliar na Vila da Saúde. Ele conta que a discriminação contra o deficiente trabalhador ainda é um problema grave. Melhorou bastante nos últimos quatro anos, mas ainda tem muito que melhorar, afirma.
Celso começou a trabalhar aos 28 anos. E até conseguir seu primeiro emprego fixo, com registro em carteira, passou por diversas dificuldades e muitos bicos. Segundo ele, quando ia procurar um emprego sentia que as pessoas não sabiam como lidar com um deficiente. Hoje ele trabalha no preparo de materiais algodão, gazes para o Setor de Internação e se diz satisfeito.





