Empresa é proibida de usar o terminal; integração acaba
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quarta-feira, 04 de dezembro de 1996
Lucília Okamura 
Pela segunda vez, os ônibus da empresa Francovig, permissionária das linhas distritais (Usina Três Bocas e Patrimônio Selva), terão que deixar de utilizar o Terminal Urbano de Transporte Coletivo (área central). Decisão neste sentido foi dada ontem pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado, que julgou procedente recurso impetrado pela empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL).
A empresa Francovig começou a operar no terminal no dia 30 de agosto, por determinação da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), que iniciou, assim, integração com as linhas urbanas - o usuário da Francovig pode desembarcar no terminal e utilizar os ônibus da Grande Londrina (e vice-versa) sem pagar a mais por isso.
No dia 2 de setembro, liminar concedida pelo juiz da 1ª Vara Cível, Manoel Sebastião da Silveira Filho, proibiu a Francovig de continuar utilizando o terminal. A prefeitura recorreu da decisão junto ao Tribunal de Justiça e conseguiu que os ônibus da Francovig voltassem a utilizar o terminal no dia 11 de outubro.
A TCGL entrou, em seguida, com um recurso junto ao TJ denominado agravo regimental, justificando que a empresa estava tendo prejuízos expressivos com a utilização do terminal pela Francovig. Por dois votos contra um, a 5ª Câmara Cível decidiu a favor da Grande Londrina.
O advogado da TCGL, Ronaldo Neves, explica que o juiz da 1ª Vara Cível será comunicado da decisão do TJ e acredita que até amanhã os ônibus da Francovig terão deixado o terminal. Ele observa que, com esta decisão, o TJ reconheceu o direito da Grande Londrina.
O diretor de operações da Comurb, Marcos Colli, lamenta a decisão judicial e observa que o grande prejudicado é o usuário. A população beneficiada com a integração é expressiva, afirma. Segundo ele, das 5.500 pessoas que utilizam diariamente os ônibus da Francovig, cerca de 1.700 fazem a integração durante os dias úteis. Nos finais de semana, a média cai para 700 pessoas.
Marcos Colli afirma que a integração não traz perdas para nenhuma das duas empresas, já que as linhas de cada uma delas estão sendo mantidas. Com relação ao prejuízo alegado pela Grande Londrina, Marcos Colli diz que isto não acontece por causa da compensação tarifária. O diretor da Comurb diz que a prefeitura irá recorrer da decisão do TJ.
O diretor da Francovig, Francisco Francovig, concorda com a Comurb e acredita que a decisão judicial reflete diretamente nos usuários. Eu não imagino por que a Justiça entende que os usuários da Francovig não podem ser tratados da mesma maneira que os da outra empresa.


