DivulgaçãoResultadoFiscais fazem medição para verificar a dimensão dos estragos causados pela empresa acusadaA Polícia Civil de Floresta (25 km de Maringá) vai abrir inquérito contra a empresa Cerâmica Sulina, acusada de invadir uma área de preservação ambiental e retirar argila ilegalmente da beira da Rio Ivaí. O crime, de acordo com os artigos 4º e 5º da Lei Estadual 7.109/79 e com o decreto estadual 857/79, foi flagrado por uma equipe do Polícia Florestal de Londrina, que fazia blitz na região.
Na segunda-feira, sete soldados da Polícia Militar flagraram tratores da Cerâmica Sulina retirando argila a 12 metros da beira do rio - a lei não permite a retirada desse material a menos de 100 metros do rio e mesmo assim só se estiver fora da área de preservação ambiental. O proprietário da cerâmica, Antônio Fuentes Martins, foi multado em R$ 800,00 e levado à Delegacia de Floresta para prestar esclarecimentos. A Promotoria Pública de Maringá deve convocar Fuentes para novo depoimento ainda nesta semana.
A argila estava sendo retirada de área de cerca de 1 hectare (10 mil metros quadrados). Segundo o cabo Rogério Albino Prado, que participou da blitz em Floresta, a ação clandestina da Sulina formou um barranco de cerca de 15 metros, que pode cair com a primeira chuva e provocar até a mudança do curso do rio. ‘‘Isso sem falar nos problemas que poderão surgir com o assoreamento do rio’’, disse o cabo.
Martins tem 15 dias para pagar a multa ou então recorrer ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Ele disse aos soldados da Polícia Florestal que tem licença do IAP para retirar argila e que vai recorrer da multa aplicada. O cabo da PM garantiu que Martins não lhe mostrou a licença. O engenheiro do IAP, Paulino Mexia, informou que para retirar qualquer tipo de material da beira do rio é preciso solicitar uma licença prévia. ‘‘Mas nós não autorizamos ninguém a fazer isso em área de preservação ambiental e lá (Floresta) é uma área dessas’’, disse Mexia.
Martins, que é vice-prefeito de Floresta, não foi encontrado pela reportagem da Folha. Seu filho, Cláudio Martins, afirmou ao jornal que a retirada de argila da beira do rio era uma experiência para os técnicos da cerâmica poderem identificar a qualidade do produto. ‘‘Se fosse boa, nós pediríamos a licença ao IAP’’, disse.

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