Desde ontem moradores da Zona Sul de Londrina, em especial os que residem no Conjunto Cafezal, estão conseguindo respirar melhor. Um forte mal cheiro que pairava pela região há cerca de dois meses foi interrompido depois que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) autuaram uma fábrica de farinha. A empresa, que trabalha com o processamento de ossos, vísceras de suínos e penas de frango, foi multada pelo IAP e autuada pela Sema para suspender parte de suas atividades até que se adeque a novas técnicas que impeçam a propagação do mau cheiro.
Trabalhadores da região reclamam que o cheiro é ''insuportável'' e ''constante''. ''A gente chegava em casa do trabalho e não podia abrir uma janela porque não aguentava o cheiro. Durante a noite era ainda mais forte. Era como se tivesse algo podre, muito forte. De ontem para hoje não senti mais. Tomara que continue assim'', diz o motorista Reginaldo Marcelo da Silva.
O secretário da Sema, Gerson da Silva, contou que na noite de terça-feira flagrou a empresa processando pena de galinha e o mau cheiro estava intenso. ''Ela está impedida de processar pena de galinha, que era o que estava causando o mau cheiro. As demais atividades continuarão a ser realizadas. Já recebemos algumas reclamações contra outras empresas da região, que também estariam causando mau cheiro, mas a dificuldade é o flagrante'', explicou. Ainda segundo Silva, o Conjunto Cafezal - que fica a cerca de 10 quilômetros da fábrica - era um dos bairros mais atingidos pelo mau cheiro.
Além da autuação da Sema, a empresa recebeu uma multa de R$ 4 mil do IAP. O gerente regional do IAP, Carlos Alberto Hirata, explicou que além do problema com o mau cheiro, a empresa tinha irregularidades no licenciamento e problemas com o armazenamento da matéria-prima. ''Eles trabalham com restos de abatedouros e muito do material estava em estado de putrefação porque havia atraso no processo de industrialização''. A FOLHA não conseguiu falar com o responsável pela empresa.

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