Empresa dos EUA pode gerenciar plano
Milhões de trabalhadores paranaenses podem ter planos de saúde administrados por uma empresa norte-americana. A International Healthcare Holdings (IHH) está prestes a fechar um contrato milionário com as maiores federações de trabalhadores do Paraná, representadas pela recém criada União Brasileira de Sistemas de Saúde (Unbrass).
A IHH pode atingir um público potencial, incluindo trabalhadores e seus dependentes, superior a sete milhões de pessoas. Esse número representa aproximadamente 75% da população de 9,2 milhões de habitantes do Estado. Apesar do amplo grupo, Eduardo Pavon, representante das federações de trabalhadores do Paraná, diz que o negócio pode ser considerado um sucesso se atingir 10% dos trabalhadores, que totalizaria 750 mil pessoas.
Uma nova rodada de negociação entre a IHH e os representantes das federações envolvidas acontece hoje pela manhã, na seda de Federeção dos Comerciários, em Curitiba. A principal discussão será a polêmica criada em torno do nome do empresário Sérgio Arana, acionista da IHH, que teria aplicado um golpe em Buenos Aires, na Argentina, onde deixou dívidas de milhões de dólares.
De acordo com diretores da IHH, Arana controla de 20% a 25% das ações da holding. Segundo Pavon, o presidente da IHH, Steven Bartley, confirma a participação do empresário na sociedade da empresa. Porém, a empresa de Arana em Buenos Aires não teria nenhuma relação com a IHH. Não existe nenhuma ligação jurídica. A única coisa em comum nos dois casos é o nome Arana, diz.
Atingindo 10% dos trabalhadores representados pelas federações, incluindo também os funcionários ligados aos sindicatos dos químicos e aqueles que atuam nas indústrias de papel e celulose, a IHH pretende faturar US$ 200 milhões com os negócios no Paraná. Ainda no Mercosul, a holding estaria comprando empresas de planos de saúde na Argentina, diz Pavon.
O representante das federações explica que está havendo um cuidado em se checar a idoneidade da empresa, como por exemplo o ativo da IHH, clientes hoje atendidos e principalmente as formas de financiamento utilizadas pelo grupo no exterior. Segundo Pavon, antes de fechar qualquer negócio as federações estão cercando-se de todas as garantias que possam dar segurança ao trabalhador e a economia do Paraná.
No momento, explica Pavon, a principal preocupação é detectar até onde vai a influência de Sérgio Arana no controle da IHH. As federações querem saber qual a responsabilidade do empresário argentino dentro da holding. Além de Arana, um dos principais sócios, a IHH ainda possui mais de 200 acionistas.
As federações estariam estudando propostas de outras adiministradoras de planos de saúde, mas o interesse na opção oferecida pela IHH seria por causa do preço mais baixo e pela melhor cobertura. O plano da IHH que cobriria procedimentos mais complexos custaria em torno de R$ 30,00, mensais.





