Empresa diz que segue normas internacionais
O sócio-proprietário da Tamarana Metais Ltda, Paulo Roberto Garcia, disse que as reclamações dos vizinhos não têm fundamento. Se não temos nenhum problema interno com contaminação, não acredito que tenhamos problemas externos, afirmou. Segundo ele, embora a reciclagem de baterias para retirada de chumbo seja um ramo agressivo, a indústria toma todas as precauções para evitar contaminações e preservar o meio ambiente. Tudo aqui foi projetado de acordo com normas internacionais de segurança, garantiu.
Segundo ele, nos depósitos de resíduos são enterrados óxido de ferro, chamado de escória, e não ácido de bateria como insistem os vizinhos. Desta escória são retirados todos os resíduos de chumbo e armazenados de forma apropriada, garantiu. De acordo com Garcia, o líquido da bateria é neutralizado e depositado num lago interno. Ali são tratados por uma estação de tratamento de afluentes líquidos. Todo tipo de líquido usado na empresa vai para lá, inclusive a água da chuva , afirmou. Segundo ele, foram criadas barreiras e galerias internas para colher toda a enxurrada, impedindo que resíduos escorram para fora do perímetro da empresa.
Quanto à emissão de gases no período noturno, Paulo Garcia afirmou que não há. A indústria trabalha 24 horas por dia e não tem depósito de gases. Temos emissão de gases sim, mas eles são lavados e tratados num dos filtros mais modernos que existem, assegurou.
A empresa, segundo Garcia, faz também um acompanhamento médico de todos os seus funcionários. Eles usam todos os equipamentos de segurança e fazem exames médicos periódicos, com controle a cada seis meses. Para quem trabalha com chumbo, o limite de tolerância biológico é de 60ug/dl. E a média de nossa empresa é de 15 ug/dl, mostrou.
Além disto, Paulo Garcia explicou que a empresa mantêm, na área, animais como carneiros e marrecos para controle. Estes animais são mais sensíveis à contaminação que os homens. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) faz o controle deles periodicamente, disse. O IAP, segundo ele, também faz acompanhamento constante, embora não saiba precisar quando foi a última visita dos técnicos. (T.E)





