Empresa diz que se adapta a normas de ISO 14000
O gerente industrial da Ultrafértil de Araucária, José Carlos Wageck, disse ontem que a empresa de fertilizantes tem um plano de emergência desde a década de 80 e que tem sido atualizado anualmente. O plano prevê pontos de agrupamentos, simulados, birutas de indicação do vento, sirenes de emergência, portões e plano de fuga, treinamento de pessoal para orientação a funcionários e moradores da região, integração e comunicação via rádio. O plano de emergência é detalhado, declarou Wageck, atribuindo as acusações a negociação salarial que acontece durante o mês de novembro.
O plano de emergência está sendo revisto este ano e adequado às exigências da ISO 14000. Estamos em processo de certificação. A pré-certificação acontece no final do mês, afirmou ele. Entre as mudanças que entrarão na proposta de emergência está uma maior integração com a comunidade, dando orientações e promovendo visitas à empresa.
O gerente da Ultrafértil negou ainda que os funcionários da empresa não tenham orientações preventivas. Ele disse que os acidentes são raros. Há 110 dias, nenhum problema foi registrado na empresa. Em junho, duas pessoas sofreram pequenos acidentes. Uma delas torceu o pé e a outra queimou superficialmente a região abdominal com a amônia. Temos todos os cuidados possíveis dentro da empresa. Os treinamentos são constantes, argumentou ele.
Wageck confirmou que no ano passado um funcionário sofreu um acidente na expedição de amônia junto aos caminhões e teve o rosto atingido. O funcionário não usou o equipamento de proteção individual, que é obrigatório. Ele já havia sido orientado sobre os riscos da amônia, explicou. Atualmente, a Ultrafértil conta com 300 funcionários em três turnos. Sobre a falta do uso das sirenes nos casos de vazamento de amônia, o gerente informou que apenas são soados os alarmes em casos de real emergência. Quando o vazamento está controlado, não temos porque alertar a população. Não podemos criar um clima de insegurança, disse ele. (L.P.)





