O engenheiro Leopoldo de Castro Campos, gerente do Departamento de Projetos da Ferroeste S/A, acredita que o movimento de lideranças políticas de Matelândia e a luta do proprietário rural Faustino João Pastre para que a ferrovia não atravesse a mata nativa do Sítio São Camilo, são ‘‘atitudes exageradas e precipitadas’’.
De acordo com o engenheiro, o traçado elaborado pelo projeto básico da Vega Engenharia só será executado em último caso. ‘‘O projeto em questão, levou em consideração apenas aspectos técnico-econômicos’’, explica. ‘‘Está sendo feito um segundo projeto no qual serão analisados os aspectos sócio-ambientais da obra’’.
O traçado definitivo será decidido em julho. ‘‘A Ferroeste vai procurar não comprometer o início e o andamento da obra com problemas como este’’, adiantou o engenheiro. ‘‘O IAP e o Ibama terão que aprovar nosso Relatório de Impacto Ambiental e isto é uma garantia que a obra não provocará danos ambientais’’, afirmou.
Castro Campos pondera que somente no caso de impossibilidade absoluta de alteração do traçado é que a empresa pretende reivindicar junto às duas entidades o direito ao desmatamento. ‘‘Faremos isto a contragosto pois hoje em dia a consciência ambiental das empresas é muito grande’’, garantiu.
Procurado, por telefone, pela reportagem da Folha, Luiz Spinato Ribeiro, Coordenador Setorial do Projeto da Vega Engenharia e Consultoria, não quis falar sobre o assunto. No entanto, a Folha teve acesso a um documento no qual Ribeiro informa ao engenheiro Castro Campos que a área havia sofrido desmatamento durante os trabalhos de demarcação no interior da mata. O proprietário rural Faustino Pastre nega a acusação. ‘‘Na área de preservação nem eu nem ninguém pôs a mão’’, diz o proprietário rural. (L.F.M.)

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