O diretor administrativo da Moval, Ivan Cleber Oliveira, garantiu ontem à Folha que a empresa não tem responsabilidade na contaminação dos 15 funcionários. Segundo ele, a empresa sempre agiu dentro dos padrões de segurança exigidos pela lei. Ainda assim, segundo ele, a empresa vem custeando as despesas médicas. ''O acidente foi provocado por um fator externo, de modo que a empresa não tem culpa.
O diretor afirmou ainda que a Moval também está preocupada em identificar os responsáveis. ''Queremos apurar esta história até o fim, até porque ela nos trouxe um enorme desconforto''. Assim que o laudo estiver concluído, a Moval deve preparar um relatório de custos e enviá-los à empresa CMACGM, de Itajaí, responsável pelo container.
Segundo o supervisor de operação da CMACGM, Eupídeo Joaquim, o problema não foi causado por substâncias químicas decorrentes do processo de higienização do local. ''Pra ser bem sincero, vamos esperar o laudo da Anvisa, mas tecnicamente, pelo menos por enquanto, não há como provar que a intoxicação partiu do container'', argumentou.
Antes de ser enviado para Arapongas, o container desembarcou no porto de Itajaí vindo da Xangai, na China, após transportar carga de peças para impressoras. ''Não havia nenhum produto contaminante''. (G.G)

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