O departamento jurídico das Lojas Americanas informou sexta-feira que não haveria possibilidades de algum funcionário ter chamado Vantuir Ventura de ‘‘negão’’ ao acionar o segurança da empresa. O motivo é que todo monitoramento da loja em Londrina é realizado através de câmeras de vídeo e, quando há algum movimento incomum, o segurança é avisado por rádio, e não pessoalmente.
Ainda segundo o departamento, na segunda-feira o representante comercial estava com uma sacola nas mãos e mexendo em vários produtos das gôndolas, o que chamou a atenção dos monitores de vídeo. Como o posicionamento das câmeras não permite uma observação perfeita, o segurança foi acionado. O cliente, no entanto, sentiu-se ofendido com a abordagem e se exaltou.
O departamento jurídico das Americanas informou também que em nenhum momento o segurança insultou ou constrangeu o representante comercial. Ao contrário: a orientação dada aos seguranças, no caso do cliente não aceitar a abordagem, é não reagir e ficar quieto. Por isso, depois da abordagem, o cliente foi chamado para ir até a sala de supervisão, onde recebeu as devidas explicações sobre o episódio.
O fato de Vantuir Ventura ter prestado queixa na polícia, acusando a loja de ‘‘racismo’’, foi recebido com surpresa pelo departamento jurídico. A razão, segundo informou, é que o o representante comercial teria até elogiado o tratamento dispensado a ele pela supervisora ao sair da loja. Além disso, acrescentou o departamento, existem várias pessoas negras trabalhando na companhia e não há motivo para prática de discriminação racial.
O departamento jurídico, no entanto, admitiu que muitas vezes o cliente realmente se sente constrangido quando é abordado pela segurança. ‘‘Quando você pede para verificar uma sacola, o cliente se acha insultado. E pode até ser que tenha sido uma falha nossa. Mas essa é uma forma de aperfeiçoar o nosso trabalho’’, observou.

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